No dia 23/3/12 entrará em cartaz “Raul: O Início, o Fim e o Meio”, um documentário sobre a vida e a obra do maior ícone do rock brasileiro, vinte anos após sua morte. O filme traz depoimentos da família, amigos, profissionais da área musical e parceiros.
O documentário já ganhou o 'Prêmio Itamaraty' de melhor documentário brasileiro da 'Mostra Internacional de Cinema de São Paulo' em 2011, e a direção é de Walter Carvalho.
Nascido na Escócia, Adam Smith (1723-1790), é considerado o pai da economia moderna. Ele foi o mais importante teórico do liberalismo econômico. Sua principal obra, intitulada ‘A riqueza das nações’, buscou demonstrar que a riqueza era o resultado do crescimento econômico e da inovação tecnológica, que por sua vez tinha como causa a atuação de indivíduos movidos apenas pelo seu próprio interesse (self-interest), ou egoísmo. Ele acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma regulamentação. A livre competição levaria não só à queda do preço dos produtos, mas também a constantes inovações tecnológicas, na constante busca de baratear o custo de produção e vencer a competição com os concorrentes.
Um termo marcante proposto por Smith foi a metáfora da ‘mão invisível do mercado’. Ele acreditava que um negociante, movido apenas pelo seu próprio interesse (self-interest), é levado por uma 'mão invisível' a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o equilíbrio das forças do mercado e o bem-estar da sociedade. Dois séculos depois, o termo ‘mão invisível’ seria o contraponto para a obra de Alfred Chandler quando escreveu ‘The visible hand’, autor e obra sobre os quais escreverei em breve.
Fica a dica de leitura: “A riqueza das nações – uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza”.
Na semana que passou estive em Brasília participando de mais um encontro do Fórum de Informação Estratégia (assunto sobre o qual passarei a escrever sistematicamente nesse blog a partir no mês de abril). Mas hoje, gostaria de escrever sobre Brasília como destino turístico.
É a segunda vez que vou à capital federal nos últimos meses. Nessas visitas, além de cumprir os compromissos profissionais procurei conhecer locais como o Museu da República, a Catedral Metropolitana, a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e a Praça dos Três Poderes, entre outros. A história recente do Brasil está impregnada nesses monumentos, e a lembrança dos fatos que ali ocorreram emociona o visitante.
A cidade claramente prioriza o turismo de negócios, e deixa escapar as oportunidades do turismo cultural e de lazer. A falta de manutenção e de conservação dos equipamentos públicos e as poucas opções de serviços e de lazer restringem o pleno aproveitamento desse potencial turístico. Outro aspecto é que a cidade não foi feita para pedestres: atravessar uma rua torna-se um grande risco, principalmente pela falta de faixas e semáforos (cruzar a avenida que separa o Palácio do Planalto da Praça dos Três Poderes é uma missão quase impossível!).
Gostei muito das visitas, mas penso que um adequado planejamento turístico faria muito bem a todos: anfitriões e visitantes.
Gostaria de replicar um curioso comentário sobre a cidade, de um leitor do blog do Flávio Gomes: “Brasília é um delírio socialista do Niemeyer, praticamente uma Pyongyang plantada no planalto central, com prédios mais baixos. Esses blocos, todos iguais, abrigariam pessoas de diferentes posições, e as colocaria em condições supostamente iguais, como em um país socialista. Curiosamente, a despeito de ter sido projetada de acordo com uma mentalidade socialista, Brasília é um desastre em termos de transporte público, pedestres e ciclistas. O sonho socialista do Niemeyer não conseguiu cruzar as fronteiras da vida burguesa dos carros. Irônico, né?”.
E prá finalizar, segue uma indicação do amigo Danilo Rizzo: um interessante vídeo que mostra Brasilia em 1967, ao som de Kraftwerk. Enjoy!
Morreu hoje, aos 66 anos, o músico e ator britânico Davy Jones.
Ele foi o vocalista do The Monkees, banda criada em 1965 e da qual também participavam Micky Dolenz (voz e bateria), Peter Tork (baixo, teclado e voz) e Mike Nesmith (voz e guitarra).
O grupo lançou hits como: ‘Daydream Believer’, ‘Last Train to Clarksville’ e ‘I'm a Believer’. O Monkees vendeu mais de 50 milhões de discos em todo o mundo e foi chamado por John Lennon como "os irmãos Marx do rock". Em maio de 2011, Jones, Dolenz e Tork se reuniram para uma turnê de aniversário de 45 anos da banda. A última apresentação ao vivo de Jones foi no dia 19 de fevereiro de 2012 em Oklahoma, nos Estados Unidos.
Filósofo, físico e matemático francês, René Descartes (1596-1650) foi chamado de ‘o fundador da filosofia moderna’. É considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da história do pensamento ocidental. Muitos afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o ‘racionalismo’ da Idade Moderna.
Ao contrário dos gregos antigos e dos escolásticos, que acreditavam que as coisas existem simplesmente ‘porque assim deve ser’, Descartes instituiu a dúvida: ‘só se pode dizer que existe aquilo que puder ser provado, sendo o ato de duvidar indubitável’. Esse ceticismo metodológico (que não tem nada a ver com atitude cética) permeou o pensamento de Descartes.
Destaco aqui a obra ‘O discurso do método’. Ela influenciou fortemente o desenvolvimento das ciências naturais (física, química e biologia), por meio da utilização do chamado ‘Método Indutivo’. Ele propõe as seguintes etapas:
1) Nunca aceitar como verdadeira nenhuma coisa que não se conhecesse como tal, isto é, evitar com todo o cuidado, a precipitação e a prevenção. Só deve ser considerado o que e apresentasse de modo tão claro, que não tivesse ocasião nenhuma para dele duvidar.
2) Dividir cada uma das dificuldades que devesse examinar em tantas partes quanto possível e necessário para resolvê-las.
3) Iniciar pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para chegar aos poucos gradativamente, ao conhecimento dos mais compostos, e supondo também, naturalmente, uma ordem de precedência de uns em relação aos outros.
4) Fazer, para cada caso, enumerações tão completas e revisões tão gerais, que eu tivesse a certeza de não ter omitido nada.
As ciências naturais tiveram grande desenvolvimento com a aplicação do método, e assim, as ciências humanas também passaram a utilizá-lo. O resultado é que as várias organizações sociais, inclusive as empresas, buscam dividir seus ‘problemas’ (aqui entendidos como desafios, estruturas, processos, etc), para tentar resolvê-los mais facilmente. Destaco a palavra tentar, pois, devido ao grande número de variáveis, nem sempre o método cartesiano é eficiente. Veremos que esses elementos estão presentes na ‘Administração Científica’ proposta por Taylor (personagem que será apresentado em breve nesse blog).
Fica aqui uma dica de leitura: 'O discurso do método' (de Rene Descartes), e uma dica de filme: 'Descartes' (de Roberto Rosselini).
A obra, do escritor português Domingos Amaral, conta uma história que tem como cenário o grande terremoto que atingiu Lisboa em 1º de Novembro de 1755.
O livro é dividido em quatro grandes capítulos: Terra, Água, Fogo e Ar. Por meio dessa divisão, o leitor acompanha o drama dos personagens durante o terremoto, que foi seguido de um tsunami e de incêndios por toda a cidade, até que suas vidas começassem a voltar ao normal.
Ele traz poucos elementos históricos, mas destaca a liderança de Sebastião José de Carvalho e Melo (o Marquês de Pombal) frente ao desastre.
O texto é muito bem estruturado e a leitura muito agradável, o que prende rapidamente o leitor. O final é inesperado, e traz uma grande surpresa.
Já estive em Lisboa por muitas vezes. E por conhecer razoavelmente a cidade, a leitura trouxe uma percepção muito interessante: era como se eu acompanhasse os personagens pelos 'sítios' da Capital Portuguesa.
Isso faz toda a diferença no resultado da leitura!
Fica a dica:
Quando Lisboa tremeu
Autor: Domingos Amaral
Edição: 1 Editora: Casa da Palavra ISBN: 9788577342075 Ano: 2011 Páginas: 490 Preço: R$ 45,00
Em 24 de janeiro de 2012 aconteceu o relançamento do álbum 'L.A. Woman' (de 1971), do The Doors, lembrado pelos clássicos 'L.A. Woman' e 'Riders On The Storm'. Esse foi o último disco da banda antes da morte de Jim Morrison.
A novidade é que o relançamento trouxe uma faixa inédita intitulada 'She Smells So Nice'. A música foi encontrada pelo produtor da banda, Bruce Botnick, ao vasculhar gravações da época.